e o veludo na voz destes dois aquecem-me a alma.
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Domingo, 4 de Março de 2012
Seriously
Why the fuck do I dream of you? Too bad I can't put my heart to a stand by whenever I sleep.
Sábado, 3 de Março de 2012
Quinta-feira, 1 de Março de 2012
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Nem sei bem o que dizer.
Emigrante português na Bélgica despejado numa ruela deserta até morrer
António Nunes Coelho, de 49 anos, ainda esteve vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado numa ruela deserta de Bruxelas pelo patrão e dois colegas da obra onde estava a trabalhar ilegalmente. Depois de ter caído de um andaime vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido foi transportado de camião e abandonado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso e a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida, noticiou ontem o jornal belga La Dernière Heure.
O emigrante português, que vivia há 12 anos na Bélgica em situação legal, tinha sido despedido da empresa de construção belga Cassal há cerca de dois anos. Como não encontrava trabalho decidiu aceitar o que seria apenas um pequeno biscate não declarado como estucador, três dias 500 euros.
Levantou-se às 5 da manhã, entrou às 6h00 e ao final da manhã caiu de um andaime vítima de um ataque cardíaco. No estaleiro gerou-se o pânico e o responsável logo chegou para tratar do assunto, noticiou a imprensa. Só que em vez de o patrão pedir socorro chamou dois funcionários o para ajudarem a transportar o homem para um camião. Depois de uma viagem de duas horas abandonaram o corpo numa ruela deserta de um parque de Bruxelas. De regresso ao trabalho, as obras retomaram-se.
A imprensa noticiou o que se passou este mês mas o corpo já foi encontrado a 12 de Novembro, por um transeunte. O facto de ser sábado, um fim-de-semana prolongado, e o cadáver estar com roupas de trabalho sujas de tinta e gesso levantou as suspeitas da polícia que, depois de dois meses de investigação, localizou o estaleiro onde tudo se passou, da empresa EG-Batineuf.
Foi aberto um inquérito por falta de assistência a pessoa em perigo, ocultação da cadáver, estão em causa várias infracções laborais, como trabalho não declarado, ausência de documentação social, condições que colocam em perigo segurança e saúde dos trabalhadores. Segundo o site informativo Lusófonos na Bélgica o patrão já tinha sido condenado em 2011 por empregar mão-de-obra clandestina.
O patrão da obra não só abandonou o operário como, nessa mesma noite, mandou um empregado pressionar a viúva, Lurdes Nunes, para que nada revelasse, oferecendo-lhe 10 mil euros para não ir à polícia, “e mais algum de tempos a tempos”. Lurdes, que vive em Bruxelas com 700 euros por mês, recusou “Nunca iria aceitar aquele dinheiro sujo. Estou muito satisfeita com o trabalho da polícia. Deixaram-no morrer e desfizeram-se dele como se fosse um cão”, disse ao La Dernière Heure.
O português, natural de Ervedal (concelho alentejano de Avis) tinha pendente no Tribunal de Trabalho de Bruxelas um processo por despedimento abusivo. O irónico é que depois da sua morte se soube que a justiça lhe tinha dado razão, condenando a empresa a pagar-lhe 14 mil euros, a empresa recorreu.
Segundo declarações de Rik Desmet, sindicalista da Federação Geral de construção FGTB, citado pelo site Lusófonos na Bélgica, o trabalho ilegal no país está a crescer: "Três quartos destas pessoas são originários de países lusófonos (portugueses, brasileiros, cabo-verdianos e angolanos). É muito difícil controlar este circuitos de tráfico humano, dado que eles trabalham em muitos locais diferentes. A construção é um sector onde os acidentes ocorrem com frequência. Se um trabalhador ilegal na construção tem um acidente, geralmente os chefes não sabem o que fazer temendo as multas".
António Nunes Coelho, de 49 anos, ainda esteve vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado numa ruela deserta de Bruxelas pelo patrão e dois colegas da obra onde estava a trabalhar ilegalmente. Depois de ter caído de um andaime vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido foi transportado de camião e abandonado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso e a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida, noticiou ontem o jornal belga La Dernière Heure.
O emigrante português, que vivia há 12 anos na Bélgica em situação legal, tinha sido despedido da empresa de construção belga Cassal há cerca de dois anos. Como não encontrava trabalho decidiu aceitar o que seria apenas um pequeno biscate não declarado como estucador, três dias 500 euros.
Levantou-se às 5 da manhã, entrou às 6h00 e ao final da manhã caiu de um andaime vítima de um ataque cardíaco. No estaleiro gerou-se o pânico e o responsável logo chegou para tratar do assunto, noticiou a imprensa. Só que em vez de o patrão pedir socorro chamou dois funcionários o para ajudarem a transportar o homem para um camião. Depois de uma viagem de duas horas abandonaram o corpo numa ruela deserta de um parque de Bruxelas. De regresso ao trabalho, as obras retomaram-se.
A imprensa noticiou o que se passou este mês mas o corpo já foi encontrado a 12 de Novembro, por um transeunte. O facto de ser sábado, um fim-de-semana prolongado, e o cadáver estar com roupas de trabalho sujas de tinta e gesso levantou as suspeitas da polícia que, depois de dois meses de investigação, localizou o estaleiro onde tudo se passou, da empresa EG-Batineuf.
Foi aberto um inquérito por falta de assistência a pessoa em perigo, ocultação da cadáver, estão em causa várias infracções laborais, como trabalho não declarado, ausência de documentação social, condições que colocam em perigo segurança e saúde dos trabalhadores. Segundo o site informativo Lusófonos na Bélgica o patrão já tinha sido condenado em 2011 por empregar mão-de-obra clandestina.
O patrão da obra não só abandonou o operário como, nessa mesma noite, mandou um empregado pressionar a viúva, Lurdes Nunes, para que nada revelasse, oferecendo-lhe 10 mil euros para não ir à polícia, “e mais algum de tempos a tempos”. Lurdes, que vive em Bruxelas com 700 euros por mês, recusou “Nunca iria aceitar aquele dinheiro sujo. Estou muito satisfeita com o trabalho da polícia. Deixaram-no morrer e desfizeram-se dele como se fosse um cão”, disse ao La Dernière Heure.
O português, natural de Ervedal (concelho alentejano de Avis) tinha pendente no Tribunal de Trabalho de Bruxelas um processo por despedimento abusivo. O irónico é que depois da sua morte se soube que a justiça lhe tinha dado razão, condenando a empresa a pagar-lhe 14 mil euros, a empresa recorreu.
Segundo declarações de Rik Desmet, sindicalista da Federação Geral de construção FGTB, citado pelo site Lusófonos na Bélgica, o trabalho ilegal no país está a crescer: "Três quartos destas pessoas são originários de países lusófonos (portugueses, brasileiros, cabo-verdianos e angolanos). É muito difícil controlar este circuitos de tráfico humano, dado que eles trabalham em muitos locais diferentes. A construção é um sector onde os acidentes ocorrem com frequência. Se um trabalhador ilegal na construção tem um acidente, geralmente os chefes não sabem o que fazer temendo as multas".
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Domingo, 29 de Janeiro de 2012
ORELHA NEGRA "We ´re Superfly"
Estes senhores deviam ter um agradecimento especial no trabalho pouco interessante que tenho que fazer, agora. É à pala da música deles que a cena vai. Gosto muito muito.
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Que nervos
Detesto gente que acha que os outros são burros e que acham que, se enfiarem uma peta, ela cola, só porque mandam mais. Apetece-me mesmo manda chapadas nessas pessoas para ver se elas abrem os olhos e percebem que não têm nada que perturbar a formação de quem ainda está a "crescer". Ai que vontade!
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
That's all, folks!
E é já amanhã o fim do meu Ano Comum, esse belo e desejado ano de relaxamento médico, em que gostamos de trabalhar e não temos grandes responsabilidades em cima dos ombros nem levamos os doentes para casa quando penduramos a bata. É quase como quando se entra para a escola primária: aprende-se muita coisa importante no infantário, mas ali é que se começa a "ser grande". Ali é que as coisas são a sério.
Vou ter saudades, é claro, porque o ambiente do hospital, e sobretudo as pessoas boas que encontrei, fizeram-me gostar de trabalhar lá. Vou, acima de tudo, sentir falta das pessoas que puxaram por mim, que me deram luta e me fizeram acreditar nas minhas capacidades, mas acho que essas me vão continuar a acompanhar, ainda que ao longe, e que vou encontrar mais pessoas assim. E não posso negar que vou sentir falta das urgências, onde me sinto como peixe na água.
Um novo ciclo vai começar. Que comece.
Vou ter saudades, é claro, porque o ambiente do hospital, e sobretudo as pessoas boas que encontrei, fizeram-me gostar de trabalhar lá. Vou, acima de tudo, sentir falta das pessoas que puxaram por mim, que me deram luta e me fizeram acreditar nas minhas capacidades, mas acho que essas me vão continuar a acompanhar, ainda que ao longe, e que vou encontrar mais pessoas assim. E não posso negar que vou sentir falta das urgências, onde me sinto como peixe na água.
Um novo ciclo vai começar. Que comece.
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Hoje é o dia.
Se há coisa que não sou é mal-criada. Como toda a gente, tenho dias maus e alturas de má disposição, mas nem por isso acho que qualquer entidade viva que se me dirija nessas alturas tenha que levar uma ladradela e uma resposta torta. Infelizmente, espero o mesmo comportamento dos outros, especialmente das pessoas com quem trabalho, o que evidentemente nem sempre acontece.
Quase todos os dias se aprende alguma coisa, e hoje foi o dia de aprender que gente idiota não merece consideração, à partida, e que tenho definitivamente que deixar crescer um belo e imponente par de tomates. E refinar a arte de ser cabra. Para que os J.P.G.s que encontrar possam provar o melhor parlapié de cabra do mundo.
Quase todos os dias se aprende alguma coisa, e hoje foi o dia de aprender que gente idiota não merece consideração, à partida, e que tenho definitivamente que deixar crescer um belo e imponente par de tomates. E refinar a arte de ser cabra. Para que os J.P.G.s que encontrar possam provar o melhor parlapié de cabra do mundo.
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Amazing grace
Nem acredito que encontrei isto de graça e sem ter que me registar em lado nenhum. Incrível! Obrigada a quem o pôs lá!
Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
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