A pedido de muitas famílias, e apesar de nos terem cortado os cabos da net na residência, empreendemos um esforço hercúleo para conquistar um dos computadores da biblioteca e, após conseguirmos domar o quase indomável teclado turco (que ainda nos troca as voltas e os dedos muitas vezes), conseguimos fazer-vos chegar as fotos da última parte da saga "Şeker Bayramı". Aqui fıcam.
Kapadokya
Decidimos ir à aldeia de Soğanlı (lê-se Sóânle), a parte mais sul da parte da Kapadokya onde estávamos e, como aquilo é realmente um bocado no fim do mundo, não há sequer dolmuş (mını-autocarro) para lá. Para lá chegar tínhamos de alugar uma visita "privada"... Yaaaaaaaah! Claro que sim!
Ora como o nosso curso de Desenrrascanço Avançado vai a bom ritmo, resolvemos alugar um carro (sim, a Joana conduz; não tínhamos carta de condução internacional mas para que é que isso é preciso?) e aí fomos nós!
Pelo caminho encontrámos ovelhas a atravessar a estrada, pessoas a ficarem embasbacadas (não sei bem com o quê... Ok, não deve ser comum duas mulheres com cara de serem tudo menos turcas a passearem sozinhas por aquelas bandas mas também não vamos exagerar, gente!) e pessoas em burros e igrejas bizantinas.
Quando parámos a viatura e decidimos seguir a pé (não, senhor, não vamos dar 10 liras só para poder ir de popó passear), encontrámos uma pessoa simpática que nos convidou a comer em casa dele. O mix inglês-turco-francês-gestos funcionou perfeitamente e acabámos por lhe comprar as bonecas mais bonitas que adquirimos até agora (Soğanlı é famosa pelas bonecas feitas em casa).
Uma foto das ditas cujas
Seguimos depois para Mustafapaşa, uma antiga aldeia grega (que se chamava Sinasos) que passou a ser turca aquando da troca de populações entre estes países depois da guerra da independência turca. É diferente do que tínhamos visto até então e gostámos bastante, apesar de as visitas terem sido intermitentes, segundo a vontade do senhor São Pedor em parar ou não de chover.





Igreja de Helena e Konstantino

E a igreja de um santo do qual já não me lembro (apanhámos uma molha para lá chegarmos e descobrimos que as igrejas servem para mais do que apenas rezar :D)
O senhor-que-está-em-todo-a-lado a apanhar uma molha também
Um exemplo da arquitectura típica daquele sítio
Finda esta visita, resolvemos dar um salto ao sarihan (kervanserai) perto de Göreme mas do querer ao poder vai uma grande distância, neste caso percorrida na estrada mais mal alcatroada do mundo, que nos fez dar a maior volta possível para chegar ao dito sítio (ainda bem que a Joana conduz muito bem, que senão parece-me que tínhamos ido ouvir o Ezan para Göreme a dar graças ao Senhor por estarmos sãs e salvas). Como chegámos um pouco tarde e estava a decorrer um espetáculo de Whirling Dervishes, mandaram-nos dar uma voltinha ao maior bilhar a que tivéssemos acesso, pelo que a únıca foto que possuímos do dito han é a seguinte:

Decidimos não seguir a sugestão dos senhores do han e voltámos simplesmente para casa, para provarmos o afamado Testi Kebab (confesso que inicialmente achámos que este prato era um bocado estranho, por causa do nome, até que descobrimos que "testi" tinha a ver com o facto de ser feito em potes de cerâmica).

E, depois de tão farta refeição, fomos descansar as belezas para o belo do hostel.