terça-feira, 14 de outubro de 2008

Costa mediterrânica

Ah bela e quente Antalya! Depois da pior viagem nocturna de autocarro do mundo e do frio da Kapadokya, soube bem chegar a um sítio ainda mais quente que Izmir. Assim, toca de ir primeiro para a praia e só depois visitar a cidade.















Demre/Myra

No dia seguinte, fomos a Demre, a cidade onde viveu São Nicolau, o velhote de barbas que era bispo, muito bonzinho com as crianças e que inspirou a criação do Pai Natal (espero que nenhuma criança desprevenida leia isto). Ali mesmo ao lado fica Myra, uma antiga cidade lícia que agora é basicamente constituída por imensos túmulos e um anfiteatro romano (sim, os romanos também andaram por ali).



(isto ainda é Antalya)






E de regresso a casa, conhecemos os habitantes da nossa casa emprestada (obrigada Salih e Sami! Valeu! :D). Conversa até às tantas e pouco sono... No dia seguinte, toca a arrumar as mochilas e a sair para ir tomar o maior pequeno almoço turco do mundo


neste sítio



segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Kapadokya III

Novo dia e viagem ao Ihlara Valley programada. Depois de um belo de um pequeno-almoço turco, para ganhar forças, saltámos para o mini-bus já recheado de chineses e ala que se faz tarde! Primeira paragem: sítıo do Panorama, de onde se avista o vale de Göreme (e onde há lojas de souvenırs a dar com um pau).


A árvore-que-dá-olhos, a minha favorita :D


Depois das fotos da praxe, seguimos novamente em direcção ao Derinkuyu, passando por planaltos a perder de vista, enquadrados por montanhas que às vezes pareciam caídas do céu...


Derinkuyu
Derinkuyu significa "poço profundo" e é uma cidade subterrânea que já foi habitada por todo o bıcho careto que por aqui passou: Bizantinos, Sejúcidas e Otomanos. As pessoas que a construíram e que lá viveram não tinham um gosto especial em ser enfezadinhas e brancas como o papel e não a construíram com o objectivo de se protegerem do sol, mas sim de se protegerem dos inimigos, em tempos de guerra (originalmente, a verdadeira cidade/aldeia existia por cima desta e cada casa tinha uma ligação à subterrânea). E tinha tudo, desde cozinha (só se cozinhava uma vez por mês, para não denunciar a existência da aldeia, e a comida era conservada em potes de terracota, semelhantes aos do testi kebab) a sítio para fazer vinho ou sumo de uva, conforme a religião do povo que a habitava. E casa de banho? Isso é que já era mais complicado... Guardavam-se os elementos em potes de barro (não sei se eram os mesmos da comida...) e despejava-se quando alguém pudesse sair ou quando houvesse paz. Que cheirinho...



os corredores não são lá muito altos...


nem largos... (como a Carol e todas nós pudemos comprovar)


mas fundo, lá isso era a pacotes!


qualquer boa aldeia subterrânea que se preze tem que ter o seu buraco de ventilação; cá está ele

e aqui, o sítio de esmagar as uvas
De volta à superfície, voltámos à estrada, desta vez rumo ao vale propriamente dito. A paisagem é avassaladora e bastante diferente do que tínhamos visto até então ( a Kapadokya é uma caixinha de suspresas). Ah, é verdade, também foi aqui que o nosso querido e amoroso guia se esqueceu de nós.



pormenores de uma das igrejas do vale


aqui foi filmada uma parte de um dos filmes da Guerra das Estrelas

e os nossos pequenos guias :) (obrigada rapazes!)

Com a ajuda dos nossos dois ımprovisados mas muito prestáveis guias, conseguimos chegar ao sítio onde era suposto almoçarmos. Comemos em 10 minutos, dado o atraso que a viagem já tinha e, irritação e má educação à parte, enfıámo-nos de novo no autocarro. Uma mini-sesta depois, chegşamos ao nosso último destino de visita: um mosteiro, escavado na pedra (muito parecido ao do Museu ao Ar Livre de Göreme, mas melhor, na minha opinião) cujo ponto curioso é existirem marcas das religões cristã e islâmica, já que por aqui andaram pessoas de ambas as partes.


símbolos islâmicos

e cristãos: o iktos

o significado do ıktos (peixe em grego) explicado pelo guia


E agora, ala para Antalya! (nas bancas a 14 de outubro)

domingo, 12 de outubro de 2008

Kapadokya II

A pedido de muitas famílias, e apesar de nos terem cortado os cabos da net na residência, empreendemos um esforço hercúleo para conquistar um dos computadores da biblioteca e, após conseguirmos domar o quase indomável teclado turco (que ainda nos troca as voltas e os dedos muitas vezes), conseguimos fazer-vos chegar as fotos da última parte da saga "Şeker Bayramı". Aqui fıcam.

Kapadokya

Decidimos ir à aldeia de Soğanlı (lê-se Sóânle), a parte mais sul da parte da Kapadokya onde estávamos e, como aquilo é realmente um bocado no fim do mundo, não há sequer dolmuş (mını-autocarro) para lá. Para lá chegar tínhamos de alugar uma visita "privada"... Yaaaaaaaah! Claro que sim!

Ora como o nosso curso de Desenrrascanço Avançado vai a bom ritmo, resolvemos alugar um carro (sim, a Joana conduz; não tínhamos carta de condução internacional mas para que é que isso é preciso?) e aí fomos nós!

Pelo caminho encontrámos ovelhas a atravessar a estrada, pessoas a ficarem embasbacadas (não sei bem com o quê... Ok, não deve ser comum duas mulheres com cara de serem tudo menos turcas a passearem sozinhas por aquelas bandas mas também não vamos exagerar, gente!) e pessoas em burros e igrejas bizantinas.












Quando parámos a viatura e decidimos seguir a pé (não, senhor, não vamos dar 10 liras só para poder ir de popó passear), encontrámos uma pessoa simpática que nos convidou a comer em casa dele. O mix inglês-turco-francês-gestos funcionou perfeitamente e acabámos por lhe comprar as bonecas mais bonitas que adquirimos até agora (Soğanlı é famosa pelas bonecas feitas em casa).





Uma foto das ditas cujas


Seguimos depois para Mustafapaşa, uma antiga aldeia grega (que se chamava Sinasos) que passou a ser turca aquando da troca de populações entre estes países depois da guerra da independência turca. É diferente do que tínhamos visto até então e gostámos bastante, apesar de as visitas terem sido intermitentes, segundo a vontade do senhor São Pedor em parar ou não de chover.









Igreja de Helena e Konstantino

E a igreja de um santo do qual já não me lembro (apanhámos uma molha para lá chegarmos e descobrimos que as igrejas servem para mais do que apenas rezar :D)

O senhor-que-está-em-todo-a-lado a apanhar uma molha também

Um exemplo da arquitectura típica daquele sítio

Finda esta visita, resolvemos dar um salto ao sarihan (kervanserai) perto de Göreme mas do querer ao poder vai uma grande distância, neste caso percorrida na estrada mais mal alcatroada do mundo, que nos fez dar a maior volta possível para chegar ao dito sítio (ainda bem que a Joana conduz muito bem, que senão parece-me que tínhamos ido ouvir o Ezan para Göreme a dar graças ao Senhor por estarmos sãs e salvas). Como chegámos um pouco tarde e estava a decorrer um espetáculo de Whirling Dervishes, mandaram-nos dar uma voltinha ao maior bilhar a que tivéssemos acesso, pelo que a únıca foto que possuímos do dito han é a seguinte:

Decidimos não seguir a sugestão dos senhores do han e voltámos simplesmente para casa, para provarmos o afamado Testi Kebab (confesso que inicialmente achámos que este prato era um bocado estranho, por causa do nome, até que descobrimos que "testi" tinha a ver com o facto de ser feito em potes de cerâmica).


E, depois de tão farta refeição, fomos descansar as belezas para o belo do hostel.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O AZEITE É NOSSO!

Devolvam já as nossas facas, a canela, o pimento e, sobretudo, O AZEITE!!!!

O que vale é que temos hoje connosco umas prova oral de pérolas:

"a mim abomina-me"
"será que os nossos sucedâneos vão ter a mesma bitola?"
"não podemos ver o mundo só a preto e negro"
"raramente encontramos [os desportistas] nas curvas apertadas da vida"

Senhor convidado de hoje, és grande.

Não se esqueçam de devolver as nossas coisas! Quase nem vamos jantar por causa disso. A melancia ainda se vai estragar e nós aqui cheiinhas de fome.

domingo, 5 de outubro de 2008

Fizemos as contas

E ao nono dia caiu-nos tudo: 300 euros numa semana??!!?! :o

Senhores da câmara de Izmir, ponham por favor o pão e a água em promoção em Bornova. Vamos-lhes dar bastante uso durante este mês...

ps: diz-se por aí que se for fresco, não interessa o tamanho...

sábado, 4 de outubro de 2008

De volta a casa

Não, não voltei para Portugal. Voltámos, isso sim, a Izmir, depois de uma périplo de 8 dias por outros lugares da Anatólia. Por estranho que pareça, já tinha saudades da minha cidade-casa turca e até o facto de passar pelo hospital para vir para a residência trouxe-me um forte sentido de familiaridade. Será que me apaixonei por esta terra e não dei conta?

De resto, voltei definitivamente à vida louca e por vezes stressante, porque até mesmo depois do horário de expediente uma pessoa pode ficar bastante irritada com coisas que estão suficientemente longe para não incomodarem. Mas o que foi assim durante um ano não se muda num mês e por isso toca de espalhar o nervosismo pelo corredor (mas não na varanda, senão o alarme toca... :p).

Amanhã deve haver notícias e fotos.

Beijinhos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

E agora andamos por Antalya

Mas ainda nao ha net suficiente para mandar fotos. A ver vamos o que sai nos proxımos posts.
 
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