sábado, 19 de abril de 2008
Cérebro
Estudar o cerebro é engraçado. Ter um AVC quando se sabe exactamente o que está a acontecer e quais são as sequelas já não deve ter muita piada. Esta senhora conta como é.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Dias de agora
Dias há em que se adormece, apesar de existirem pulseiras amarelas e cafés no Piolho à espera. Mas o sr. Morpheu é mais forte e acorda-se às 10, a resmungar pelo tempo que há para dormir.
Há outros dias (ou outras noites) em que se consegue respirar fundo e tomar consciência que se não tem de ser a melhor, porque afinal ninguém nos ensinou nem se tirou nenhum curso (obrigada Senhora Forte).
Depois de tudo isto, ainda há manhãs em que se lê mensagens que confundem (o pão nosso...) e já se não sabe o que dizer. Faz-se companhia ao tapete amarelo e ala que se faz tarde. Há vida pela frente e nuvens negras sempre existiram, só que agora são mais escuras; é preciso é não esquecer que são vapor e que o vapor desaparece. Um dia.
Há outros dias (ou outras noites) em que se consegue respirar fundo e tomar consciência que se não tem de ser a melhor, porque afinal ninguém nos ensinou nem se tirou nenhum curso (obrigada Senhora Forte).
Depois de tudo isto, ainda há manhãs em que se lê mensagens que confundem (o pão nosso...) e já se não sabe o que dizer. Faz-se companhia ao tapete amarelo e ala que se faz tarde. Há vida pela frente e nuvens negras sempre existiram, só que agora são mais escuras; é preciso é não esquecer que são vapor e que o vapor desaparece. Um dia.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Não te vou falar
Se o fizesse, só queria saber:
(Não existe ser correcto porque se diz o que se quer)
(Correcto é o gato libertar o pássaro que não lhe interessa)
Para que me queres afinal?
(Não existe ser correcto porque se diz o que se quer)
(Correcto é o gato libertar o pássaro que não lhe interessa)
Momentos de incerteza
Há alturas em que se sente que todo o mal à volta é culpa de uma só pessoa e que as coisas correm mal por natureza e que não há remédio para isso senão afastar-se delas. Pensa-se então em deixar que outros tomem o lugar de não deixar que isso aconteça e que se não faça mais dano.
Depois, há outros momentos em que a alegria toma o controlo e, de tão contagiante, faz esquecer o que havia antes. Louça suja e cartões de identificação para Fava, atendimento de bar e interrupção para Marias Albertinas, comboiinhos e shots enormes puros, surpresas de Sambucas e pedidos de conversa na net, decisões tomadas no calor do momento e carros com pessoas a mais, BMWs que ficam "bué de metros atrás" e mamas que ficam coladas no vidro do carro, arranjar bilhetes em cima da hora (quais bilhetes? nem pulseiras tivemos que ter) e cravar intermináveis bebidas com o poder do decote, salvamentos dançarinos e bom ambiente, sapatos, meias, tesouras e que-mais-coisas que voam pela janela do carro e pessoas que chamam pelo Careca descalços e de boxers.
Há ainda alturas que levam a pensar no que se anda a fazer e a admitir que não está a correr bem e alturas em que se pondera aceitar a honra proposta, apesar de não merecida. Há alturas em que se sente de novo um espírito de equipa que está cá para o que der e vier e em que se sente o respeito de quem se respeita. É isto que dá força para continuar a dar aquilo que às vezes não se tem por aquilo de que se gosta tanto que faz sentir em casa.
Infelizmente, às vezes isso esvai-se mais rápido que o planeado e a dúvida e o negativismo voltam. E aí se fica, à espera que passe com a cura da directa do dia anterior.
Vou dormir.
Depois, há outros momentos em que a alegria toma o controlo e, de tão contagiante, faz esquecer o que havia antes. Louça suja e cartões de identificação para Fava, atendimento de bar e interrupção para Marias Albertinas, comboiinhos e shots enormes puros, surpresas de Sambucas e pedidos de conversa na net, decisões tomadas no calor do momento e carros com pessoas a mais, BMWs que ficam "bué de metros atrás" e mamas que ficam coladas no vidro do carro, arranjar bilhetes em cima da hora (quais bilhetes? nem pulseiras tivemos que ter) e cravar intermináveis bebidas com o poder do decote, salvamentos dançarinos e bom ambiente, sapatos, meias, tesouras e que-mais-coisas que voam pela janela do carro e pessoas que chamam pelo Careca descalços e de boxers.
Há ainda alturas que levam a pensar no que se anda a fazer e a admitir que não está a correr bem e alturas em que se pondera aceitar a honra proposta, apesar de não merecida. Há alturas em que se sente de novo um espírito de equipa que está cá para o que der e vier e em que se sente o respeito de quem se respeita. É isto que dá força para continuar a dar aquilo que às vezes não se tem por aquilo de que se gosta tanto que faz sentir em casa.
Infelizmente, às vezes isso esvai-se mais rápido que o planeado e a dúvida e o negativismo voltam. E aí se fica, à espera que passe com a cura da directa do dia anterior.
Vou dormir.
sábado, 29 de março de 2008
March Meeting
... e as aulas de dança
A reter:
os armários com degraus...
...e a sabedoria de quem sabe :) (disponível em breve)
Ansiosamente à espera da próxima... Venha a Tunísia!
De volta
Depois do México, dos Açores e da tempestade, a Planície está de volta! Depois de tanto tempo offline, há muita coisa pra actualizar, por isso seguem-se muitas imagens. Ah, e também um tributo praxístico, porque o mérito deve ser reconhecido, mesmo quando vem da insanidade das 4 da manhã...
sábado, 1 de março de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Olha quem apareceu
Cientistas afirmam ter localizado o ponto G das mulheres graças à ecografia
O ponto G, assim baptizado nos anos 1980 em sua honra, era uma tentativa de explicar por que razão algumas mulheres diziam ter orgasmos particularmente intensos e profundos, provocados pela estimulação da parede anterior interna da vagina. Mas é um facto que, até hoje, as provas científicas da sua existência não abundam. Existem, sim, testemunhos de mulheres que garantem ter orgasmos vaginais - por oposição àquelas que têm orgasmos clitoridianos ou que não têm orgasmos - e de mulheres que relatam mesmo uma ejaculação semelhante à do homem durante o orgasmo. Mas os dados são subjectivos e pouco fiáveis.
Essa situação poderá mudar em breve, se se confirmarem os dados preliminares obtidos por uma equipa de investigadores italianos, que adoptaram uma abordagem diferente, através da ecografia ginecológica, para tentar visualizar o ponto G. Pela primeira vez, descobriram sinais anatómicos que, segundo dizem, confirmam a existência do ponto G.
Emmanuele Jannini, da Universidade de L"Aquila, e a sua equipa, que vão publicar os seus resultados na próxima edição (de Março) do Journal of Sexual Medicine, fizeram ecografias com sonda vaginal a 20 mulheres, das quais apenas nove diziam ter orgasmos vaginais. E descobriram que essas nove mulheres apresentavam uma maior espessura do tecido situado entre a uretra e a vagina do que as outras. "Pela primeira vez", disse Jannini à revista New Scientist, torna-se possível determinar de maneira simples, rápida e barata se uma mulher tem ou não um ponto G."
A próstata das mulheres?
Os mesmos investigadores já tinham feito, em 2002, uma análise bioquímica dos tecidos em causa. E tinham detectado a presença de uma proteína, a PDE5, que nos homens está relacionada com a erecção (o Viagra actua inibindo a acção desta substância). Nessa altura, Jannini tinha dito à New Scientist que isso poderia significar que os orgasmos vaginais estivessem relacionados com umas pequenas glândulas, igualmente situadas na região do hipotético ponto G: as glândulas de Skene. Também conhecidas como "próstata feminina", estas pequenas estruturas comunicam com a uretra e poderão ser o sítio onde tem origem a ainda mais hipotética ejaculação feminina, uma descarga de líquido para a uretra que algumas mulheres afirmam ter ao mesmo tempo que o orgasmo vaginal. Para Jannini, os últimos resultados vêm reforçar o elo entre as glândulas de Skene e o ponto G.
"As mulheres sem qualquer indício visível de ponto G não podem ter orgasmos vaginais", salienta o investigador. Para as outras, não há porém razão para desespero: "Ainda podem ter um orgasmo normal através da estimulação do clítoris."
Mas nem todos os especialistas ouvidos pela New Scientist se mostraram assim tão optimistas: há quem pense que todas as mulheres têm um ponto G, mais ou menos activo; há quem pense que o que os cientistas italianos encontraram não é senão uma ramificação do clítoris; há quem pense ainda que o orgasmo vaginal é algo que se adquire com o treino, que faz aumentar a espessura do tecido entre a uretra e a vagina, tal como o culturismo aumenta o volume dos músculos.
Quanto a saber se o ponto G não será apenas uma extensão do clítoris, Jannini, contactado pelo PÚBLICO, dá os seus argumentos: "No fundo", diz o investigador, "temos a certeza de que estamos a medir uma extensão do clítoris! O ponto G é na realidade uma região que contém vasos (a corpora cavernosa do clítoris), glândulas (de Skene) e nervos (que, como mostrámos em 2002, contêm PDE5, isto é a maquinaria bioquímica da excitação masculina, o alvo do Viagra). Portanto, o ponto G é uma região complexa que contém todas estas estruturas, quando presentes. Digo "quando presentes", porque algumas mulheres não possuem nenhuma destas estruturas."
O que vem a seguir? "Estamos agora a determinar quantas mulheres têm um ponto G", diz-nos Jannini. "Isso é fácil e é apenas uma questão de tempo: queremos ter pelo menos 200 participantes antes de publicar."
Mas, "o que é mais importante", os investigadores estão já a pensar em possíveis fármacos que permitam aumentar o ponto G das mulheres que o têm. "Estamos agora em vias de mostrar que o ponto G (tal como o clítoris) depende dos níveis de testosterona em circulação", salienta Jannini. "Trabalhamos com mulheres que tiveram uma menopausa precoce e que, como apresentavam níveis patologicamente baixos de testosterona, recorreram a um adesivo de testosterona (à venda na Europa há seis meses). E os nossos resultados preliminares indicam que, durante esse tratamento, o tamanho do ponto G destas jovens mulheres aumentou." Vem aí o "Viagra" feminino?
Orgasmo vaginal, ejaculação feminina. Lenda ou realidade? Em termos anatómicos, o
mistério gira em torno da localização do fugidio "ponto G" das mulheres. Será que foi encontrado?
Quando, em 1950, o ginecologista alemão Ernst Gräfenberg postulou que as mulheres possuíam uma pequena região erógena particularmente sensível, situada no espaço entre a vagina e a uretra, nunca terá pensado que, no século XXI, os especialistas ainda estariam a debater a veracidade - ou não - da sua hipótese.O ponto G, assim baptizado nos anos 1980 em sua honra, era uma tentativa de explicar por que razão algumas mulheres diziam ter orgasmos particularmente intensos e profundos, provocados pela estimulação da parede anterior interna da vagina. Mas é um facto que, até hoje, as provas científicas da sua existência não abundam. Existem, sim, testemunhos de mulheres que garantem ter orgasmos vaginais - por oposição àquelas que têm orgasmos clitoridianos ou que não têm orgasmos - e de mulheres que relatam mesmo uma ejaculação semelhante à do homem durante o orgasmo. Mas os dados são subjectivos e pouco fiáveis.
Essa situação poderá mudar em breve, se se confirmarem os dados preliminares obtidos por uma equipa de investigadores italianos, que adoptaram uma abordagem diferente, através da ecografia ginecológica, para tentar visualizar o ponto G. Pela primeira vez, descobriram sinais anatómicos que, segundo dizem, confirmam a existência do ponto G.
Emmanuele Jannini, da Universidade de L"Aquila, e a sua equipa, que vão publicar os seus resultados na próxima edição (de Março) do Journal of Sexual Medicine, fizeram ecografias com sonda vaginal a 20 mulheres, das quais apenas nove diziam ter orgasmos vaginais. E descobriram que essas nove mulheres apresentavam uma maior espessura do tecido situado entre a uretra e a vagina do que as outras. "Pela primeira vez", disse Jannini à revista New Scientist, torna-se possível determinar de maneira simples, rápida e barata se uma mulher tem ou não um ponto G."
A próstata das mulheres?
Os mesmos investigadores já tinham feito, em 2002, uma análise bioquímica dos tecidos em causa. E tinham detectado a presença de uma proteína, a PDE5, que nos homens está relacionada com a erecção (o Viagra actua inibindo a acção desta substância). Nessa altura, Jannini tinha dito à New Scientist que isso poderia significar que os orgasmos vaginais estivessem relacionados com umas pequenas glândulas, igualmente situadas na região do hipotético ponto G: as glândulas de Skene. Também conhecidas como "próstata feminina", estas pequenas estruturas comunicam com a uretra e poderão ser o sítio onde tem origem a ainda mais hipotética ejaculação feminina, uma descarga de líquido para a uretra que algumas mulheres afirmam ter ao mesmo tempo que o orgasmo vaginal. Para Jannini, os últimos resultados vêm reforçar o elo entre as glândulas de Skene e o ponto G.
"As mulheres sem qualquer indício visível de ponto G não podem ter orgasmos vaginais", salienta o investigador. Para as outras, não há porém razão para desespero: "Ainda podem ter um orgasmo normal através da estimulação do clítoris."
Mas nem todos os especialistas ouvidos pela New Scientist se mostraram assim tão optimistas: há quem pense que todas as mulheres têm um ponto G, mais ou menos activo; há quem pense que o que os cientistas italianos encontraram não é senão uma ramificação do clítoris; há quem pense ainda que o orgasmo vaginal é algo que se adquire com o treino, que faz aumentar a espessura do tecido entre a uretra e a vagina, tal como o culturismo aumenta o volume dos músculos.
Quanto a saber se o ponto G não será apenas uma extensão do clítoris, Jannini, contactado pelo PÚBLICO, dá os seus argumentos: "No fundo", diz o investigador, "temos a certeza de que estamos a medir uma extensão do clítoris! O ponto G é na realidade uma região que contém vasos (a corpora cavernosa do clítoris), glândulas (de Skene) e nervos (que, como mostrámos em 2002, contêm PDE5, isto é a maquinaria bioquímica da excitação masculina, o alvo do Viagra). Portanto, o ponto G é uma região complexa que contém todas estas estruturas, quando presentes. Digo "quando presentes", porque algumas mulheres não possuem nenhuma destas estruturas."
O que vem a seguir? "Estamos agora a determinar quantas mulheres têm um ponto G", diz-nos Jannini. "Isso é fácil e é apenas uma questão de tempo: queremos ter pelo menos 200 participantes antes de publicar."
Mas, "o que é mais importante", os investigadores estão já a pensar em possíveis fármacos que permitam aumentar o ponto G das mulheres que o têm. "Estamos agora em vias de mostrar que o ponto G (tal como o clítoris) depende dos níveis de testosterona em circulação", salienta Jannini. "Trabalhamos com mulheres que tiveram uma menopausa precoce e que, como apresentavam níveis patologicamente baixos de testosterona, recorreram a um adesivo de testosterona (à venda na Europa há seis meses). E os nossos resultados preliminares indicam que, durante esse tratamento, o tamanho do ponto G destas jovens mulheres aumentou." Vem aí o "Viagra" feminino?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Delírio tardio
Há alturas em que não se vê as coisas, como deve ser, de cabeça fria. Pensa-se em muita coisa excepto exactamente aquilo que leva a que se esteja longe de algumas pessoas e imagina-se que seria melhor simplesmente dizer que sim, sem pensar no depois... E depois? Depois, há pessoas que estão por dentro e vêm de fora e ajudam a ver melhor. São uma espécie de óculos (ou de lentes de contacto?).
A música? Porque gostei, muito. Acho que põe muita gente de bom humor.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
No more telemimos
Menina que gosta de verdade não merece isso não
Não é boneca, não é brinquedo,
Não brinca com o seu coração...
Não tem telemimo para menino que joga o sentimento na rua
Agora menina cura a ferida
E dá bronca no menino.
telemimo by Mana (obrigada, Racional :)
Não é boneca, não é brinquedo,
Não brinca com o seu coração...
Não tem telemimo para menino que joga o sentimento na rua
Agora menina cura a ferida
E dá bronca no menino.
telemimo by Mana (obrigada, Racional :)
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Tem lobos bobos por aí
Um chapeuzinho de maiô
Ouviu buzina e não parou
Mas o lobo insiste
E faz cara de triste
Chapeuzinho ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que "não" pra lobo
Que com lobo não sai só
Carlos Lyra
Ouviu buzina e não parou
Mas o lobo insiste
E faz cara de triste
Chapeuzinho ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que "não" pra lobo
Que com lobo não sai só
Carlos Lyra
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Feito traça, feito barata, feito cupim
Hoje vou cedinho para casa (e deixo o jardim zoológico por cá...).
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
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